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Terça-feira, Outubro 31, 2006


Oh don't don't don't, get out.. i can't see the sunshine.. i'll be waiting for you, baby.. 'Cause I'm through.. sit me down! Shut me up.. i'll calm down.. and I'll get along with you.. The Strokes - You only live once

E então?
Lá vamos nós.
Eu sei o que você está se perguntando.
E aqui vai a resposta..

*

Duas da tarde. Assisto alguma coisa tosca na TV. Um programa de clipes. Olho para o relógio da sala. 2 horas e 1 minuto.
Pego uma revista. Folheio. 2:10.
Mudo o canal. Estão ensinando uma receita de "Porco no Rolete" em algum programa obscuro destes que passam à tarde. Eu não sei o que é Rolete, eu não me imagino comendo porco. Cozinhar então..
Mas eu assisto. "Dissolver 1 kg de sal num copo de vinho, com um pouco de água que deve ser passada nas partes internas e externas do porco." 2:20.

Olho pra estante e tem uma revista "Boa Forma" dando sopa. "Boa Forma"! Eu leio. 2:40. Ô dia interminável. Penso em dormir, mas temo que vá dormir tanto que não acorde à tempo de ir pro cinema. Leio na "Boa Forma" que dormir faz bem pra pele. Ainda que eu já soubesse disso, aquilo me motiva. Não quero ter rugas tão jovem. Vou tirar um cochilo.

********

18:40. O celular toca. É o Daniel.

- E aí João? Tu vai, cara? Já tô chegando aqui no cinema.

Tenho, sei lá, uns 15 minutos pra tomar banho, vestir uma roupa, calçar os tênis, escovar os dentes, arrumar o cabelo, passar um perfume.. Comer, nem pensar. Vou com fome mesmo. Nunca me apressei tanto na vida.
E 10 minutos depois eu tô pronto. Cabelo bagunçado (hoje em dia é estiloso, vide Strokes e cia), camisa um pouco amassada que sobreviveu à bagunça do meu quarto, calça jeans suja, porém apresentável. Perfume.. não tenho mais. Acabou. Pego um qualquer que vejo ali pela sala. Não sei de quem é, mas parece bom. Antes que eu avise pro meu pai, ele me chama.

- Cadê teu material?
- Ahn?
- Você tá atrasado pro pré-vestibular, vamos logo!

Isso. Maldito pré-vestibular. Havia esquecido. Meu pai iria me torrar a paciência e não me daria carona se eu disesse que faltaria a aula para ir ao cinema. Pego minha mochila e vou até o carro. O cursinho é perto do cinema, dá-se um jeito.

Assim que cheguei lá, esperei meu pai ir embora e fui andando até o cinema. Andando não, correndo. 19:10. Estava atrasadíssimo, mas me surpreendi ao ver o Daniel lá na frente. E muitas outras pessoas.

- Grande João! Foi mal cara, me confundi, o filme só começa 19:30..
- Bom saber, cara, bom saber! - digo, ofegante e um pouco suado.
- Vamos ali, cara, as meninas tão ali. Conheço esse perfume.
- Ah! Você usa também?
- Eu não, minha mãe.

E lá vai o coração, parecendo que vai sair do corpo e ficar pulando na calçada.
Mesmo nervoso, me aproximo pra falar com ela, mas ela faz isso antes, e com um sorriso no rosto.

- Oii!
- Oi Lia!

Beijinho pra cá, beijinho pra lá. O mesmo com a Gabi.
Até que a Lia comenta.

- Esse perfume que tu tá usando.. Carolina Herrera né?
- Acho que é..
- Mas é feminino, né?

Devia ser.

- Unisex!
- Tem certeza?
- Não..

Não tinha ué, vou mentir? Usar perfume de mulher não é exatamente um mico pra quem já passou por coisa muito pior. Incrível como agora o tempo passa devagar e cada palavra trocada ganha uma importância imensurável. Me sinto até vencendo a timidez, consigo conversar, mesmo sem jeito.

Me viro pro Daniel e pergunto.

- Vocês gazetaram a aula também?
- Não, a gente não tem aula hoje. O cursinho vai mudar de local e ainda estão arrumando. Amanhã a gente vai pra um prédio novo..

A Lia olhava, quieta. Ela, o Daniel e a Gabi tinham uma desculpa pra estar ali, eu não. Eu era um gazeteiro vagabundo. Me mantive calado enquanto o Daniel conversava com as meninas, falando sobre uma tal briga que houve no curso. De tanto boiar naquele assunto, prestava atenção na vitrine da loja, na porta do elevador se fechando, na franjinha emo da menina ali perto.
Até que a Lia ignorou a conversa, se aproximou de mim e falou:

- É legal no Objetivo?
- Mais ou menos. Acho que o curso de vocês é melhor.
- E por que você não estuda com a gente?

Encarei aquilo como um convite e fiquei feliz.

- É mesmo.. Acho que vou mudar.

Estampava um sorriso raro no rosto. Tudo ali era motivo de felicidade. Estar ali, simplesmente. E a cada palavra trocada, mais feliz eu ficava. Até que veio o balde de água fria. A Lia olhou no relógio e exclamou.

- Gente, já vai começar e nada do Leonardo chegar!

O sorriso se foi. Olhei pro Daniel. Vi um sorriso amarelo e ele olhava pra mim. Se sabia, não quis me dizer.
Embora tentasse, era difícil esconder o incômodo que aquilo me causou. Olhava direto para o relógio, um pouco impaciente. Pensando em sair dali o mais rápido possível. Até que o Daniel me chama pra conversar.

- Vou comprar uma pipoca ali. Vocês querem? João, vem comigo. Fiquem aí esperando que a gente compra pra vocês.

....

- Você não disse que eles não estavam mais namorando?
- Foi mal cara, eu me enganei. Nem eu sabia que o cara ia vir. Fiquei sabendo agora.
- E agora, cara? Eu não posso ficar aqui.
- Fica aí, talvez o Leonardo nem venha..
- Não, melhor não. E se ele vier? Vou virar vela dos casaizinhos? Vou ter que ficar vendo eles dois juntos? Não, cara. Tenho que ir embora. Me ajuda a encontrar uma desculpa convincente. Também não quero ir embora assim, sem motivo. Elas vão saber que é por causa disso..
- Sei. Tá bom, então. Você não tem aula hoje? Pode dizer que lembrou de uma matéria importante.
- É, né. Será que convence?
- Faz um teatrinho, diz que tinha esquecido que hoje tinha revisão de Física pro simulado. Vai até parecer que você é CDF. Pega o celular, finge que algum amigo te ligou. Eu dou corda.
- Tá certo, já sei o que fazer.

Peguei o celular, fingi estar recebendo uma ligação. Fiz todo o teatrinho. E então nos aproximamos das meninas e eu comentei.

- Pô galera.. Vou ter que ir..
- Por quê João, o que houve? - A Lia é a primeira a perguntar, com cara de espanto.
- É que hoje tem revisão pro simulado de Física, e eu não posso perder. Tinha esquecido, nem lembrava. É agora no segundo horário, dá tempo de chegar lá.. O Augusto acabou de ligar pra me avisar.
- Ah sim..
- CDF é outra coisa! Hehe. - o Daniel tenta "colaborar".

Ainda que tímido e sem graça, às vezes me acho um bom ator. Usei minha frustração por saber que o Leonardo iria, para simular que o motivo da minha lamentação era, na verdade, ter que sair dali para ir ao cursinho. É uma coisa que eu sempre faço, direcionar emoções, tentar dar um motivo diferente para elas, quando convém. Se eu tô triste por alguma coisa e não quero que as pessoas saibam, finjo que é por outra razão, uma besteira qualquer. Graças à isso, acho que fui bem convincente.

Lamentei novamente não poder ver o filme, me despedi e saí caminhando até a saída. Liguei o mp3 player e coloquei na minha música favorita. Essa que dá nome ao blog. Andar dali até a saída era mais humilhante que a saída de um soldado derrotado numa guerra. E era mais ou menos isso. Mais uma derrota pra coleção.

Até deixei meu ingresso pro Daniel entregar pro Leonardo, se ele fosse. Depois dessa, pelo menos devo ser o primeiro na porta que leva ao Paraíso.

João Eduardo l 3:23 AM l

Segunda-feira, Outubro 30, 2006


Me disseram que você estava chorando.. e foi então que percebi, como lhe quero tanto. Legião Urbana - Quase sem querer

E ontem eu ia chegando no colégio, quando fui abordado por uma menina, com quem eu quase não tenho contato, mas já devo ter trocado algumas palavras, por estudar na minha sala e ser namorada de um conhecido meu. Aí ela vai se aproximando de mim e pergunta:

- Eii! Qual teu signo?
- Hein?
- Qual teu signo?
- Câncer.
- Ah tá..

Antes que eu perguntasse o motivo, ela se foi. Olhei pro Daniel com cara de "Hein?" e perguntei.

- Hein?
- Vai pegar hein? Sortudo..
- Por que diabos a menina quer saber o meu signo?
- É isso aí, ela te quer.
- Ela tem namorado, Daniel!
- E daí?

E daí? É mesmo. Como se ter namorado representasse alguma coisa, hoje em dia. Embora passasse pela minha cabeça que ela era simplesmente maluca, e perguntou por perguntar, ou pra satisfazer alguma curiosidade estranha, fiquei um bom tempo pensando se fazia algum sentido o comentário do Daniel. Não que eu estivesse interessado nela, mas só o fato de saber que a garota tinha algum tipo de atração por mim já me dava um novo ânimo pra continuar na minha missão.

Uma das meninas mais bonitas do colégio queria saber meu signo, assim, sem motivo aparente. "Grandes merda", eu sei, mas quando você quer dar um determinado sentido pra certas coisas, não há quem o faça mudar de opinião, nem mesmo sua consciência, que sempre fica martelando que você é um bobão e que vê coisa onde não tem. Como eu sou tímido demais pra ir lá e perguntar, eu vou deixar a dúvida com vocês e, a menos que algo anormal aconteça, não teremos uma resposta.

Essa coisa de horóscopo é engraçada. Eu vivo olhando estes sites de astrologia. Não acredito nem desacredito. Quando eu vejo meu horóscopo e ele diz "Você vai ser feliz e ganhar uma bolada de dinheiro hoje", eu faço questão de botar toda fé e passo o resto do dia esperando ganhar encontrar uma nota de 100 reais na rua ou ao menos achar 10 reais perdidos no bolso da calça, ainda que 10 reais não seja lá uma "bolada". Ser feliz é consequência. Mas quando ele diz o contrário, eu fico pensando em como é balela ver significado pra coisas da vida observando o céu e os astros.

De tanto refletir sobre astrologia, mulheres, dinheiro perdido, tempo perdido, lá se foi mais uma aula. Ao entrar no pátio, eu vi a Lia, sentada numa cadeira, olhando pro chão. Algumas pessoas estavam em volta, conversando com ela. Me aproximei um pouco e vi que ela estava chorando. Não sabia o motivo e havia tanta gente ao redor, que nem me aproximei. Ah, mas que vontade de ir lá, dár-lhe um abraço e consolá-la, seja lá qual fosse o motivo da tristeza. E, como sempre, fiquei só na vontade, observando. O Fred estava por ali, e perguntei pra ele a razão daquilo.

- É que ela tirou zero em inglês..
- Como?
- Não acertou nada no simulado, ué.

Engraçado, ela parecia tão inteligente, tão dedicada. Vai ver por isso que estava chorando. Se um aluno desleixado como eu tirasse zero em inglês, só iria tentar descobrir uma maneira de fazer com que meus pais não soubessem. Fazer prova final e recuperação é algo que eu tô acostumado desde a 7ª série..

Algum tempo depois, lá vem o Fred falar comigo.

- E aí cara, vamos sair com a galera hoje à noite?
- Hum...

Sair? Eu não sou muito de sair..

- ..A Lia vai.

Mas talvez estivesse na hora de mudar isso.

- Claro, cara! Pra onde? Que horas?
- Pro cinema! Eu, você, a Lia e a Gabi. É que.. bom, eu tô interessado na Gabi. Chamei ela pra ir pro cinema, e ela disse que ia, mas que queria levar a Lia, porque ela tá triste e tal. Aí, sabe como é, "vela" não me ajuda. E como todo mundo sabe que você é doidinho pela Lia..
- Como assim "todo mundo"?
- Você já viu seus olhos quando conversa com ela? Pois é, se pudesse ver, saberia como eles te denunciam. Tá na cara, João! Todo apaixonadinho.. hehe. Até o Adeilson sabe!
- Eu? Eu não! Acho ela gatinha e só..
- Sei!
- Mas a Lia não tá namorando?
- Acho que eles terminaram. Não estão nem se falando. Não notou?
- Não!
- Hoje às 19 horas! Esteja lá e não vai se arrepender!
- Hum. Certo. A propósito, quem é Adeilson?

Olhei no relógio e ainda era 11 da manhã. Mais algumas horas e eu teria a grande chance da minha vida. Sabe o que é sentir "borboletas no estômago"?

Eu volto hoje à noite ou amanhã pra contar o que aconteceu.

João Eduardo l 5:27 PM l

Segunda-feira, Outubro 16, 2006


Utensílios Domésticos - Parte 1

Fui pagar um boleto do Submarino - coisa que não preciso mais fazer, pois agora tenho um cartão de crédito! - no Bradesco, e na fila tinha uma mocinha com cabelo castanho claro, que sei lá, deve ser o meu tom favorito.

Bom, naquelas, eu não tenho essas preferências também. Morena, branca, negra, loira, japonesa, eu prefiro sempre o que está sendo exibido na hora. Pode ser anã, pode ter um braço só...

... bom, não, não pode ter um braço só. Mas pode não ter as duas pernas, que nem naquela música do Adam Green: "There's no wrong way to fuck a girl with no legs". Concordo.

Bom, eu confesso, acho que tenho uma ou outra predileção... gosto das de castanho claro e daquelas que se pareçam um pouco com a Lois Laine ou a Mary Jane. Ah, vale Elaine Bennes (Seinfeld) e Monica Geller (Friends) também. Eu tenho esse defeito de tentar achar essas personagens de quadrinhos e sitcoms na vida real. Coisa de nerd, credo.

Fora essa predileção acentuada, eu não sou muito chato. Bom, de qualquer forma, eu acho que só sou mais chato que o meu avô, que não era nada exigente e gostava de proferir a clássica frase: "Coração tá batendo, então vai fundo, meu neto!" Mas aí é impossível ser menos exigente que isso.

Se bem que antigamente, no Egito, os embalçamadores tinham o direito de, você sabe, se aproveitar das defuntas antes de embalçamá-las. Sério, tu imagina que freak. O cara lá: "Amorzinho, você parece distante, não se concentra aqui no que estamos fazendo..." É, deve ser porque ela tá REALMENTE distante. Ou outro caso, vai que um embalçamador curte uma "mina" tanto a ponto de se apaixonar por ela? "Eu pensei que isso fosse só atração física... mas rola um sentimento. Eu vou ficar mais uns dias com você..." E sei lá, uma hora a mina vai se decompondo e tal. Credo, chega.

Acho que menos exigente que meu avô, só esses embalçamadores egípcios. Mas enfim, chega de história necrófila egípcia por hoje.

Depois de 10 minutos observando a menina na fila, que usava uma camisa do Ramones, resolvi falar com ela:

- Ramones, hein.

Que PORRA de puxada de assunto é essa? Aonde eu estava com a cabeça? "Ramones, hein"? O que alguém espera depois puxar assunto assim?

- É, Ramones. - ela disse sorrindo. - Elas são os Ramones.
- Eu tinha uma banda.. e a gente tocava umas dos Ramones.
- Quais?
- Life's A Gas. KKK Took My Baby Away... só essas. A gente não tocava tantas assim.
- Legal.
- É. Era legal.

E aí ficou um silêncio. Eu ia perguntar o nome dela, mas ela foi se viraaaaaando para frente e eu fui perdendo o espaço. Virou.

Tive uma idéia idiota.

- A gente conversava muito.
- Quem?
- Eu e o Joey.
- Joey?
- virou pra mim novamente.
- Ramone. Joey Ramone. Esse moço aqui na direita na sua camisa. - e encostei na barriga dela. Mas de leve, só pra apontar.
- Não mesmo! - Disse ela rindo. - Você não tem idade para ter conhecido o Joey Ramone!
- Não, eu era bem pequeno, mas é verdade. O meu pai era vendedor e conhecia o Joey.
- Seu pai vendia o quê? Crack?


"Essa é das minhas!", eu pensei. Não podia perder essa chance e caprichei na mentira.

- Ele vendia... privadas. E todo a variedade de utensílios sanitários. Vendia pro Joey. Pra toda a galera do rock. Meu avô vendia pros Beatles. Reza a lenda que meus ancestrais vendiam para Bethoven, mas acho que ISSO é exagero.
- Calma, deixa eu ver se entendi: seu pai vende privadas pra rock stars?
- Foi a grande sacada do meu pai quando a gente viveu em New York. Chama "Rock-Toilett" a empresa dele.
- Isso é TÃO mentira.
- Não, não é! Daí o Joey aparecia lá na loja e...
- Ok, ok. Esse é xaveco MAIS MENTIROSO DO MUNDO. Mas eu, sei lá... enfim, eu também tenho uma banda que toca Ramones. Toma aqui o folder. Vai ver a gente amanhã.


Chegou a vez dela na fila, ela pagou, deu um sorriso para mim e foi embora.

- O meu nome é Patrícia. A gente se fala melhor lá.

(Continua...)


Oba, oba.

Saudades daqui. Tenho novidades para contar, amanhã volto aqui com uma delas.

Mas como prometido anteriormente pelo João, publico aqui o endereço dos profiles que fizemos no orkut para vocês manterem contato conosco e tal e coisa e patatí patatá:

João Eduardo e Max Surita no orkut.

É isso aí. Adicionem, façam testemunhos emocionados e mandem flechas de coração... esse treco parece promissor!

Fiquem legais! Até!

João Eduardo, 17, estudante do 3° ano, pré-vestibulando. Finge que estuda, mas quando vai pra aula fica o tempo inteiro explorando o planeta Marte. Não é a toa que se sente um ET.

Max, 17, trabalha na locadora do seu tio e cursa 1° ano de jornalismo. Com certeza o trabalho na locadora é mais divertido que a faculdade, ele crê.

Em comum, nós temos várias coisas: gostamos de indie rock, somos inseguros quanto ao nosso futuro e.. nunca namoramos ninguém. Isso mesmo, por mais bizarro que possa parecer. Mas estamos correndo atrás, não pretendemos morrer cabaços.

Essa aventura você acompanha neste blog, atualizado diariamente.

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